O Nevoeiro
Como um conto de terror, ele cai para o lado fantasioso, apostando em seres, que ameaçam todos que estão dentro do mercado e qualquer relacionamento humano e o medo chegam ao extremo, levando a vida de alguns que estavam dentro da loja. Logicamente a trama caminha em um campo já conhecido pelo público, indo para um caminho sem saída, onde a tensão aumenta conforme os minutos passam e um desfecho criativo acaba pontuando o longa como um bom suspense.
Porém, existe algo a mais. Presos em um local em uma situação limite, a relação entre todos começa a piorar. A necessidade de liderança aumenta, a submissão entra em questão, até mesmo a teoria da conspiração pode ser motivo para tamanho terror. Até onde eles podem ir em uma situação como esta? A soberba está instalada, o egoísmo e o interesse gritam. Neste aspecto, o filme é mais intenso que o de certa forma, similar, Ensaio Sobre a Cegueira. No filme de Darabont, essas condições são mais intensas, cuspidas no espectador que espera algo mais que uma trama de terror. Enquanto esse jogo acontece, uma fanática religiosa usa a Bíblia como motivo para distorcer não só a palavra ali inserida como os pensamentos dos abalados reféns, usando o julgamento e palavras de violência para conseguir sua liderança e rebelar. E assim quando as fraquezas são mostradas vemos que o humano pode, realmente, virar um animal irracional.
“O Nevoeiro” EUA, 2007. De Frank Darabont com Thomas Jane, Marcia Gay Harden, Laurie Holden, William Sadler.
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