Sob Controle
Nos primeiros minutos Jennifer mostra para o que veio. Bons takes, captados em digital, sem tratamento na pós-produção e boas idéias. Mas infelizmente elas param nos primeiros minutos, no decorrer do longa tudo fica ordinário demais, tecnicamente falando.
A trama se passa na investigação de uma chacina em uma deserta estrada no interior americano, usando um cansativo ping-pong de imagens da investigação e de fatos que antecederam o crime. Para a investigação agentes do FBI são encarregados de tomar a ponta, já que os policiais rodoviários não dão conta disso, mas claramente com ego ferido, não ajudam muito na investigação. Assim, desenfreando em uma jornada onde corrupção, índole e muito sangue, Jennifer Lynch desenvolve seu segundo longa metragem.
Neste ping-pong se destaca como Jennifer mostra os corruptos policiais em um bizarro esquema, não só para se dar bem financeiramente, mas para inflar o ego, mostrando que piedade não existe naquela estrada. Até sua reviravolta, que nos surpreende – acho que qualquer coisa fora desse ping-pong me surpreenderia – e casando pontos fundamentais do longa, mas que criam novos furos na trama, que só vamos nos tocar quando os créditos sobem. Jennifer tem potencial para ir longe, é ousada, assim como o pai, mas carece de um roteiro potente para mostrar sua
força como cineasta, pois Sob Controle é um exercício de produção, já que ele é claramente feito em baixo orçamento, com um bom uso de atores, mas com um roteiro fraco, nada disso se salva.
“Sob Controle” EUA, 2008. De Jennifer Lynch com Julia Ormond, Bill Pullman, Pell James, Kent Harper.
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Tags: Críticas, Festival do Rio 2008





Ordinário? Blá.:) odeio comentar sobre filmes que não vi. saco!
Ahhhh, por causa do vestibular, quase não tenho tido tempo para assistir filmes bons. Quando era mais nova sabia o que ia estrear, quando ia estrear, quem tinha filmado o que….huauhauhau Gosto de blogs que falem de cinema. Gostei daqui. (www.pollyok2.zip.net)