Call Girl / Festival do Rio / Indie Festival

08 de outubro por Pedro Tavares | 3 comentários

Tramas que questionam índoles, interesses e que fazem um estudo no caráter de seus personagens com sutilezas no geral sempre tem um bom resultado. O longa português Call Girl não é diferente, contando com apoio da ancine e um elenco variado passando por brasileiros e americanos, que nessa variedade cria um alcance maior não só para os espectadores assistirem o longa, mas no resultado final também, com as boas atuações de longe é o maior ponto forte do longa.

A direção de arte também é interessante, em algumas locações cai como uma luva para o roteiro, outras digamos que uma escolha excêntrica dá uma nova cara a personagens caricatos do cinema, mas que de certa forma, funciona. O alvo como sempre é o dinheiro, a ganância. Mouros, que trabalha para uma grande empresa quer construir um empreendimento turístico na cidade, mas para isso precisa da autorização do presidente da câmara portuguesa. A finalidade é criar um caixa dois absurdo e o foco na vida dos empresários e políticos é o que o roteiro tem de mais interessante, sem cair na mesmice.

Mouros decide contratar Maria, uma prostituta, para fazer um jogo de moral com o presidente, Meireles, que vive na corda bamba, sem saber para qual caminho seguir, mesmo levando uma vida pacata, morna. Depois da primeira hora de filme, a trama toma um gás maior, quando policiais começam a investigar o esquema de corrupção de Meireles e um deles descobre que o ponto principal, Maria, é sua antiga paixão. A partir dai temos um jogo de ciúmes, interesses, egocentrismo e principalmente muita falsidade, tudo isso com ótimos diálogos e boa dinâmica, fora as pitadas de humor negro.

“Call Girl” Portugal, 2007. De Antônio Pedro Vasconcellos com Soraia Chaves, Ivo Canelas, Nicolau Breyner, Joaquim de Almeida.

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Intensos dias de Festival do Rio, não vi nem 1/3 do que eu gostaria, mas tive provas e filmagem no meio disso, fora outros compromissos. Dei preferência á filmes que não vão para o circuito aberto. Woody Allen, Cohen Brothers, Guy Ritchie e nacionais ficam para o cinema e outros para o DVD. Encerro assim minha cobertura do Festival do Rio 2008, a felicidade dos cinéfilos na cidade maravilhosa e que venha 2009!

As notas dos filmes (as críticas na íntegra dos longas estão nos posts abaixo):

Traquinagens 6
The Living End 6
Velha Juventude 6
Assim Me Diz a Bíblia 9
Sukiyaki Western Django 5
Joe Strummer: O Futuro está para ser escrito 9
Sinedóque, Nova Iorque 8
Corretivo 3
Ballast 6
Na Mira do Chefe 5
Sob Controle 4
Call Girl 7

Amanhã estarei indo para Belo Horizonte, junto com meu amigo e diretor Soni Adílio para cobrir a mostra de cinema mundial Indie e comer um pãodequeijimmineirim.

Segue a lista com os escolhidos:

7 anos de Jean Hattu
A Cabeça de Mamãe de Carine Tardieu
Deixando Barstow de Peter Paige
Como ser de Oliver Irving
Fix de Tao Ruspoli
Anywhere USA de Chusy Haney-Jardine
Ato de violência de Lars Henning
Loren Cass de Chris Fuller

O último é o motivo para minha ida ao festival na verdade, pois de certa forma, sou responsável pela exibição no festival.
Tentarei postar de lá, mas caso não role, até a volta com uma atualização master.

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3 comments

  1. Tangerina

    Loren Cass! =DVai pra BH? Ahhh nem gosto muito dessa cidade.. nem de Minas. Blé.AHAHAHA

  2. snif…vai me deixar sozinha aqui coroco:(

  3. Cintia de Sá

    Também te favoritei!Achei a nota que você deu para Traquinagens muito baixa…

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