The Living End
Então, pode esquecer o convite que você faria para sua mãe.
Jon descobre que tem o vírus HIV e logo entra em crise, crítico de cinema e fan dos Smiths, recorre a sua amiga Daisy e seu inseparável gravador para as mais íntimas revelações. Luke também tem o vírus, mas passa seus dias correndo riscos, se envolvendo em brigas, assaltos e pegando caronas com desconhecidos. Eles se conhecem em uma situação perfeita para o encaixe de personalidades completamente diferentes, cada um em um extremo da realidade de quem tem o HIV, que obviamente não tem dias contas, pode ser tratado e viver por muito tempo e a identificação mútua é certa.Conhecemos muito pouco da vida dos dois, mas o intenso momento vivido pelo casal é a preocupação maior do roteiro, que não poupa cenas de sexo, brigas, diálogos absurdos e uma trilha sonora espetacular.
O retrato de Araki é a busca dos dois por um ar diferente, não um clima que os sufoque com a realidade, algo que os obrigue lembrar ou apenas viver uma vida ordinária. Um recomeço para os dois. Algumas criativas analogias são feitas pelo roteiro, mas a história é linear, de fácil degustação, mas que com tantas idas e vindas dos personagens, acabam cansando.Araki já mostrava uma estética que usou por bastante tempo, principalmente na trilogia lisérgica, com objetos de arte consagrando o movimento punk com Andy Warhol ou o rock em geral como blusas de bandas e consagrando cineastas como Godard e Clint Eastwood, buscando uma naturalidade (com sucesso) e a já clássica psicodélica arte em cenas em locações. A simplicidade também é usada bastante no longa, algo que foi esquecido através do tempo.
O romance de Jon e Luke é sincero e o registro de Araki não soa bobo, mesmo com boas piadas no meio da trama. As crises são exageradas e tiram o foco principal do filme por vezes, mas o maior show é a estética e a façanha de Araki de registrar a época do jeito que ela realmente era.O ar nostálgico após ver qualquer filme de Araki lançado nos anos 90 infecta qualquer um, pois estamos falando de um diretor que não liga realmente para as consequencias, como diz os créditos iniciais do longa, mas que não consegue impactar com essas voltas todas, algo que conseguiu nos anos seguintes.
“The Living End” 1992, EUA. De Gregg Araki com Mike Dytri, Craig Gilmore, Mary Woronov e Bretton Veil.
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Tags: Críticas, Festival do Rio 2008





Adoro Jack Nicholson, mestre!
Se a grana tiver curta espere pra ver "Queime antes de ler" e "Vicky Cristina" porque vão entrar em circuito mais cedo ou mais tarde(Embora eu não possa servie de exemplo, posto que verei Vicky…)Gostei dos textos. Estava sentindo falta de textos mais longos, pra eu poder me decidirSe ainda tiver passando Traquinagem, verei!
Cara,você deve estar se"esbaldando" no Festival do Rio.Espero que você se divirta muito ainda e continue postando sobre tudo o que assistir de mais interessante.Bjo