Persépolis
Marjane sonhava em ser profetiza aos 8 anos, é quando o filme se inicia e começa a ter seus ideais políticos á flor da pele, quando seu tio volta da prisão e acompanha a queda de Xá no Irã. Após a queda um novo regime é adotado, o Islâmico. O foco do longa esta ai: Os questionamentos de Marjane sobre tal regime, como isso afetou sua vida e sua família. A delicadeza da animação, por vezes deixam a poesia engolir a brutalidade do regime Islâmico e as tragédias vividas pelas família de Satrapi, que forçada pelos pais, acaba indo para Viena e por lá passa sua adolescência e os piores dias de sua vida. Ao mesmo tempo que entra em crise de culpa por deixar sua família na guerra, passa por dificuldades enormes, financeiramente e emocionalmente falando fora as crises de uma adolescente sem ter um apoio fraterno.
Quando tal regime é implantado, Satrapi é incentivada pelas circustâncias a ser uma revolucionária, uma punk cheia de esperanças. Diálogos ricos, com muita ternura e inocência por vezes, realçam tais mudanças na vida de Marjane, contadas com detalhes que qualquer um pode se identificar com a personagem. É um filme rico, não só no conceito histórico, mas a animação é muito bem cuidada, com boas sacadas, direção delicada e também para quem não se interessa no assunto, também serve como um ótimo filme.
Persépolis, França 2007. De Marjane Satrapi, com Chiara Mastroianni, Danielle Darrieux, Catherine Denueve.
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