A Deusa de 1967

01 de setembro por Pedro Tavares | 4 comentários

Uma luta pela superação. Com um roteiro pesado, onde uma garota cega e um hacker japonês foragido da justiça, se encontram em uma situação nada agradável e com (muita) desconfiança, lutam para respirar novos ares, mesmo com a força da vingança lutando contra.

É assim que podemos abreviar a trama de A Deusa de 1967, nome esse dado, ao carro Citroën (que o japonês roubou dinheiro via internet para comprar) que os dois viajam e a única herança da conturbada família da menina. Com muita influência de Wim Wenders, a diretora Clara Law conta a vida dos dois com muita competência sem cair na canastrice e sem soar apelativo, com andamento oscilante, mas que não compromete. O foco é o caminho que percorreram até chegar até aquele local. Suicídios, acidentes, assassinato, roubos, estupro. Todos são contados minuciosamente, com delicadeza, mas que também pesa como uma bigorna. O cuidado com a estética é grande, takes caprichados e fotografia bonita, usando o deserto Australiano à favor.

Existe também certa “homenagem” à Kim-Ki Duk também, principalmente pela maior característica do diretor asiático, de usar outros tipo expressão, fora os diálogos e também a já citada delicadeza. Dessa luta, nasce logicamente uma paixão entre os dois e esse clima por vezes ameniza toda a história contada, já que elas não são contadas de forma linear.

Clara Law absorve o que há de melhor em diretores mais instropectivos como Wenders, Duk e Van Sant e com um roteiro pesado, faz de A Deusa de 1967 uma obra-prima do cinema contemporâneo australiano.

“A Deusa de 1967″ Australia, 2000. De Clara Law com Rose Byrn, Nicholas Hope, Elise McCreddie.

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4 comments

  1. Tangerina

    Não gosto desse tipo de filme, rs..Mas quem sabe..=]

  2. Ah,obrigado pelo comentário q deixou lá e sim,pior que tbm ando bastante saudosista…

  3. 500 hits dos anos 90!?Legal.Hoje do nada me peguei cantando"Losing my religion"do R.E.M…Ai,ai…Tempo bom que não volta mais…

  4. Olá. Poxa, filme bem antigo né? Vou procurar saber algo sobre eles. Beijinhos!

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