Wall-E
Para começar, temos um filme com poucos diálogos, muitas onomatopéias e andamento que por vezes, pode irritar os pequeninos. O início do filme é provavelmente o mais singelo em muitos anos. Conhecer a vida solitária do robozinho Wall-E, que foi o único sobrevivente entre outros robôs e continua a sua tarefa de limpar todo lixo da terra deixado pelos humanos – sua companhia é sua resistente barata e um Ipod que ele assiste o musical Alô, Dolly! de Gene Kelly – é de fato, emocionante.
A simplicidade do filme surpreende. Entre tantas explosões, tragédias e piadas jogadas ao ar que enfrentamos hoje no cinema, Wall-E tráz uma forma mais simples, talvez homenageando a velha forma de se fazer filmes, os romances e buscando um “novo” jeito de cativar o coração do público.
O robozinho segue sua vida até que uma nave aparece na Terra e dela, desembarca Eva, uma robô que tem a tarefa de verificar se existe possibilidade de vida na Terra para a volta da população que fugiu para o espaço, impossibilitados de viver com tanto lixo. Wall-E logo se apaixona por Eva e vai atrás da robôzinha espaço á fora e lá vemos o resultado dos avanços técnológicos e do ócio criado pelos humanos. Aí a crítica social entra de sola, onde humanos não conseguem formular um pensamento sem a ajuda de um computador e são completamente hiponotizados por uma tela, manipulados por comerciais e pelo governo. Incrível.
Os toques de humor são bem leves, mas estão presentes. É surpreendente ver um filme que a princípio seria algo tão futurista, voltar no tempo. Fora as homenagens a Gene Kelly e Stanley Kubrick, o robôzinho respira um ar retrô, nostálgico.
Wall-E muda completamente o rumo os filmes da Pixar, fazendo deste mais interessantes para quem cresceu o suficiente depois de Toy Story e também ajuda os pequenos a se divertir de uma forma mais inteligente.
“Wall-E” EUA, 2008. De Andrew Stanton Vozes de Ben Burtt, Elissa Knight, Jeff Garlin
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Tags: Críticas, Oscar 2009






Adoro animações… Não vejo a hora de ver esse filme!Fiquei ainda mais interessada : ]#
Pê, vc escreve bem a beça. Por que eu ainda não conhecia esse blog?