Wall-E

12 de julho por Pedro Tavares | 4 comentários

O novo longa da Pixar, Wall-E é de longe a mais ousada produção desta que agora pertence a Walt Disney. É lógico que uma animação atrairá muitas crianças para os cinemas, mas o longa tem cara de filme para um público maior, que cresceu junto com a Pixar. Nada de bichos falantes e muita aventura e piadas. Temos um romance, crítica social ímpar e sinceridade.

Para começar, temos um filme com poucos diálogos, muitas onomatopéias e andamento que por vezes, pode irritar os pequeninos. O início do filme é provavelmente o mais singelo em muitos anos. Conhecer a vida solitária do robozinho Wall-E, que foi o único sobrevivente entre outros robôs e continua a sua tarefa de limpar todo lixo da terra deixado pelos humanos – sua companhia é sua resistente barata e um Ipod que ele assiste o musical Alô, Dolly! de Gene Kelly – é de fato, emocionante.

A simplicidade do filme surpreende. Entre tantas explosões, tragédias e piadas jogadas ao ar que enfrentamos hoje no cinema, Wall-E tráz uma forma mais simples, talvez homenageando a velha forma de se fazer filmes, os romances e buscando um “novo” jeito de cativar o coração do público.

O robozinho segue sua vida até que uma nave aparece na Terra e dela, desembarca Eva, uma robô que tem a tarefa de verificar se existe possibilidade de vida na Terra para a volta da população que fugiu para o espaço, impossibilitados de viver com tanto lixo. Wall-E logo se apaixona por Eva e vai atrás da robôzinha espaço á fora e lá vemos o resultado dos avanços técnológicos e do ócio criado pelos humanos. Aí a crítica social entra de sola, onde humanos não conseguem formular um pensamento sem a ajuda de um computador e são completamente hiponotizados por uma tela, manipulados por comerciais e pelo governo. Incrível.

Os toques de humor são bem leves, mas estão presentes. É surpreendente ver um filme que a princípio seria algo tão futurista, voltar no tempo. Fora as homenagens a Gene Kelly e Stanley Kubrick, o robôzinho respira um ar retrô, nostálgico.

Wall-E muda completamente o rumo os filmes da Pixar, fazendo deste mais interessantes para quem cresceu o suficiente depois de Toy Story e também ajuda os pequenos a se divertir de uma forma mais inteligente.

“Wall-E” EUA, 2008. De Andrew Stanton Vozes de Ben Burtt, Elissa Knight, Jeff Garlin

Posts relacionados:

A Banda
Dois Irmãos
Crítica: Precisamos Falar Sobre o Kevin

Tags: ,

4 comments

  1. Adoro animações… Não vejo a hora de ver esse filme!Fiquei ainda mais interessada : ]#

  2. Pê, vc escreve bem a beça. Por que eu ainda não conhecia esse blog?

Leave a comment


Copyright © 2011 Cinema O Rama

Tema desenvolvido por João Ximenes - Powered by Wordpress

Assine o RSS