O Grande Chefe
Quando vemos o poster da comédia de Lars Von Trier O Grande Chefe, logo pensamos que ele resolveu ir pro “outro” lado da força, mas isso é uma grande baboseira. Lars continua o mesmo e seu modo de construir um longa metragem continua fugindo do método americano.
Quando o filme começa, a primeira coisa que temos conhecimento é da imagem do diretor refletido na janela do prédio onde se passa o longa, com sua câmera, explicando que esse filme não tem mensagem para passar ou protesto e sem chances do espectador sair do cinema refletindo sobre. Afinal é uma comédia. Grande mentira. O argumento do longa é criativo e as situações ariscas (ou absurdas) criadas muitas vezes, pela proximidade a realidade criada pelo método de filmagem do diretor, cria a vergonha alheia, dai as gargalhadas são arrancadas, não por piadinhas bestas ou situações criadas propositalmente para o riso do público.
Lars também aparece em voz-off explicando porque precisou colocar um certo personagem lá pelo meio do filme, antes da sequência final, explicando o que ele vai fazer, afinal ninguém quer ser surpreendido em uma comédia, não é? E no final do longa ele retorna e se desculpa pela sua obra. O que Lars faz em O Grande Chefe é continuar usar os elementos do Dogma, que ele mesmo criou. O filme não tem som off, a iluminação é natural e takes fora do comum, como cortar as pessoas ao meio, na vertical. O que chama mais atenção são os cortes no meio das cenas junto com a sequência colada, como se houvesse uma montagem das partes boas das cenas filmadas e isso acontece por várias vezes, o que pode incomodar certos espectadores. Mas o que esperar de uma comédia de Lars Von Trier? Essa é a comédia de Lars Von Trier um dos melhores diretores da atualidade, que segundo o próprio, deve ser esquecida assim que você sair do cinema, afinal para isso servem as comédias. Não serve como protesto, huh?
Posts relacionados:
Tags: Críticas





