Não Estou Lá / Across The Universe
Sumido, eu sei. Faculdade pegando pesado e outros compromissos, mas quando arrumo um tempinho eu volto aqui para os poucos que ainda lembram desse blog. Ficarei devendo dessa vez uma análise maior dos filmes, mas deixo dois filmes que assisti recentemente: Não Estou Lá e Across The Universe.
Todd Haynes acertou ao escolher vários atores para viver o astro do folk Bob Dylan, pois o músico realmente passou por muitas peles e “personagens”, digamos assim, ao longo de sua carreira, que é famosa pela antipatia e canções de protesto.
Todd Haynes acertou ao escolher vários atores para viver o astro do folk Bob Dylan, pois o músico realmente passou por muitas peles e “personagens”, digamos assim, ao longo de sua carreira, que é famosa pela antipatia e canções de protesto. Os vários atores também um certo marasmo criado pelo filme para quem não conhece a história do músico, assim, recomendo assistir o documentário de Martin Scorsese No Direction Home. O longa mostra as metamorfoses de Bob de maneira não linear e assim temos oportunidade de ver os atores em ação por todo o longa e não em atos. Logicamente são separados por núcleos e fases bem distintas, incluindo até uma troca de cores de a falta delas, nesses núcleos.
A estética é o ponto alto do longa, pois o desenvolvimento do filme é piegas, sem dar muita ênfase aos pontos importantes da carreira de Bob Dylan, a concepção maravilhosa e logicamente o elenco de primeira, com destaque para a genial atuação de Cate Blanchett.
A direção é competente, elevando a potência do longa para as massas, mas mesmo assim, muitos podem sair da sala sem entender o propósito dessa biografia cinematográfica do cantor.
“Não Estou Lá” EUA, 2007. Estrelando: Heath Ledger, Cate Blanchett, Richard Gere, Christopher Nolan. Direção: Todd Haynes.
Nunca fui fã dos Beatles, confesso. Sempre gostei mais dos Stones, talvez por birra pois meu pai só ouvia o quarteto de Liverpool todos os dias. Mas sem sobra de dúvidas o pulo do gato para o musical Across The Universe são as roupagens para as músicas dos Beatles, casando com cada situação passada no longa, logicamente. Todos os clássicos do grupo estão lá, independente da fase. E cada personagem foi batizado com nomes das músicas do grupo.É encantador ouvir essas novas versões se encaixando perfeitamente ao longa metragem, que por várias vezes apela para uma estética modernosa (as vezes massante) e coreografias que nos remetem a filmes bem antigos.
No mais, ele não foge de um filme musical cliché. História de amor (que aqui se mistura com a política e a guerra, nada novo para o gênero), divergências familiares, bela fotografia, figurinos e coreografias e logicamente, um final feliz.
O longa peca pelo número de músicas, que são muitas, mal deixando espaços para o roteiro se desenvolver sem estar no formato musical. Isso cansa sim a platéia, que espera um FILME musical e não uma espécie de colagens de músicas dos Beatles.
É um fenômeno cult? Sim, mas é por causa dos Beatles, sem eles não teria tanta graça, seria mais um ordinário musical. É bem produzido e estudado, mas seus pecados também pesam no andamento e no resultado final do longa.
No mais, ele não foge de um filme musical cliché. História de amor (que aqui se mistura com a política e a guerra, nada novo para o gênero), divergências familiares, bela fotografia, figurinos e coreografias e logicamente, um final feliz.
O longa peca pelo número de músicas, que são muitas, mal deixando espaços para o roteiro se desenvolver sem estar no formato musical. Isso cansa sim a platéia, que espera um FILME musical e não uma espécie de colagens de músicas dos Beatles.
É um fenômeno cult? Sim, mas é por causa dos Beatles, sem eles não teria tanta graça, seria mais um ordinário musical. É bem produzido e estudado, mas seus pecados também pesam no andamento e no resultado final do longa.
“Across The Universe” EUA, 2007. Estrelando: Evan Rachel Wood, Jim Sturges, Joe Anderson. Direção: Julie Taym
Posts relacionados:
Tags: Críticas





