The Motel
A mãe, talvez seja o maior problema para Ernest, que é autoritária e o obriga a trabalhar durante a noite e desvaloriza qualquer plano de vida criado pelo garoto. Mas nessa idade não existe um conflito direto, apenas uma mágoa que fica guardada, pois se subir a voz, as chances de tomar um tapa são grandes e isso é comum.
Ernest é apaixonado por uma menina mais velha e é influênciado pela menina e faz coisas escondido, mas teme passar dos limites por medo da mãe. Até conhecer um hóspede, chamado Sam, frustrado com a vida por um motivo específico, gasta seu tempo enchendo a cara e saindo com garotas de programa, mas se diverte mais assistindo as confusões dos outros hóspedes e dando lições de vida para Ernest, todas de péssima índole, claro.Sam é chave de ouro do filme, que causa uma revolta e evolução para o garoto. O filme é divertido, fica entre a previsibilidade óbvia dessa fase da vida com momentos de reflexão nada carregados, mas não consegue sair do método que vem fazendo sucesso no cinema independente americano em filmes como Eu, Você e Todos Nós e Amor pra Cachorro.
A fotografia é parecida, a construção do longa é parecida também, talvez por passar um lado inocente mas que tende para outros lados também e o roteiro também trabalha com o vazio das pessoas, assim a comparação é inevitável. Mas em The Motel o dinamismo é um ponto positivo e Michael Kang dirige um bom filme, não original, mas passa o recado com louvor ao mostrar como crianças podem crescer mais rápido que certos adultos e como brigam com os dois lados da moeda, a inocência infantil e a malícia adolescente.




