Sympathy for the devil
Jean Luc Godard é um gênio do cinema. Os Rolling Stones se consagraram como uma das maiores bandas de rock de todos os tempos. Assistir ensaio de uma banda que não é a sua é um porre. Essas são três afirmações indiscutíveis. E o que um gênio do cinema faria ao filmar os ensaios de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos?
O pulo do gato de Godard no longa Sympathy For The Devil foi documentar os fatos da época intercalando com a banda no estúdio, que gravava um de seus maiores hits, que deu nome ao filme. O ano de 1968 foi marcado pelas passeatas de maio na França, país do diretor. Os panteras negras, as ditaduras na América do Sul, comunismo, Muhammed Ali e outros assuntos também são discutidos neste filme e obviamente, a chegada ao topo dos Stones. Em certos momentos, um narrador entra no filme, cuspindo um romance pornô e textos aleatórios, com citações interessantes a Walt Disney e aos Beatles, enquanto na imagem, um pixador protestante deixa seus recados em muros, carros e em qualquer lugar.
Os diálogos são inteligentes e oscilam entre a falta de pretensão e palavras de ordem. A profundidade do longa está nos fatos da época e não no sensacionalismo esperado na personalidade dos integrantes da banda, que forma a trilha sonora e são coadjuvantes para os fatos da época. Sympathy For The Devil é o registro de um ano importante para a história e para arte, documentado por um dos maiores gênios do cinema.
“Sympathy For The Devil” 1968, Inglaterra. Estrelando: Rolling Stones, Annie Wiazemsky, Iain Quarrier. Diretor: Jean Luc Godard.
Posts relacionados:
Tags: Críticas




