Más Companhias
Fim de período na faculdade é isso ai: Falta tempo e cabeça também. Ultimamente ando meio sem saco pra filmes, provavelmente pelo fato de ter sido um cinéfilo frenético esse ano. É bom respirar ar puro e abrir a janela as vezes, né? Sem contar a inspiração que ultimamente tem sido canalizada para outras coisas. Como um ator merece férias após as filmagens pois a concentração personagem era tão grande, é preciso de férias para tirar as características do personagem na personalidade do ator, eu to precisando de férias da tela. Não importa muito se é a tela do pc, do cinema ou da TV.
Mas o que se passa por dentro das casas não é nada disso. Drogas, violência, pais ausentes e pais quadrados. Bom, isso já não é um tema novo e pra ter valor, deve ser contado com criatividade e ousadia. E não é bem o que vemos por aqui. A história se desenrola após o suicídio do garoto Troy, traficante da escola que o vizinho e melhor amigo Dean estuda. Dean sai de casa atrás de mais drogas e se depara com o menino morto.
Billy, um “bad boy” obriga Dean a pegar as drogas na casa de Troy e como Dean se nega a fazer isso eles resolvem sequestrar o irmão de Dean, mas por engano sequestram o filho do prefeito, que não percebe pois não é o real pai do menino e é tão ausente como a mãe do menino.
Na verdade falta ousadia no longa. Ao desenrolar da história, vemos temas ganhando e perdendo foco a todo momento, inclusive assuntos espirituais, na verdade o filme sai de foco várias vezes, se perdendo do ponto de partida. É natural que outros assuntos venham à tona em filmes como esse, mas nesse eles perdem a rédea e as atuações realmente não ajudam. Os personagens criados já são baseados em clichés e as atuações não perdoam o bom gosto. Ralph Fiennes faz sua parte mas o resto do elenco fica devendo e muito.
“Más Companhias”, EUA 2005. Estrelando: Jamie Bell, Camilla Belle, Rory Culkin, Ralph Fiennes. Diretor: Arie Posin
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