A Secretária de Hitler
Fica impossível não se cansar com apenas a face de Junge na tela por 90 minutos, sem outras imagens, outras pessoas. Apenas uma voz offscreen é escutada por uma vez e só. Por sorte de Heller, Junge tem expressões fortes e conta as histórias de forma forte e interessante, dando detalhes importantes das histórias do bunker.
Junge também colaborou com informações para o roteiro de A Queda – As Últimas Horas de Hitler, mas não chegou a ver a estréia do filme, pois ela morreu no dia da estréia do longa. Impressiona as expressões de Junge e como ela não se perdoava por ter trabalhado para um homem que matou tantas pessoas, mas na época, poucas pessoas sabiam disso, assim Hitler era tratado feito um herói, mas a ressaca moral foi eterna para Junge. O lado humano de Junge e de Adolf Hitler também é contado – mesmo com Junge falando que não estava afim de falar sobre – como ele era doce e falava baixo e que odiava flores em sua sala, pois elas estavam mortas. Incrível.
Junge viveu ao lado de Adolf Hitler por três anos e viu com detalhes o sofrimento de todos ao redor enquanto a Alemanha perdia a guerra e a desistência de Hitler não só da guerra mas com a vida também e que desejava não só levar a mulher com ele, mas toda a equipe. Por sorte isso não aconteceu e Junge teve tempo para contar sua história. Como história é de valor inegável. Como filme, assista logo após acordar.




