Como o post anterior disse, o FICI procura ampliar a visão de cinema para os pequenos. E eu, um pequeno apenas de estatura, fui conferir a qualidade dos filmes do festival que está em sua oitava edição. Vamos lá:

MEU AMIGO STORM (Storm, Dinamarca, 2009) de Giacomo Campeotto
A história de apego e amizade entre Storm, um cachorro violentado por seu antigo e sempre presente dono e Freddie, um garoto vítima de bullying evita levantar bandeiras, mas sua mensagem é clara para os mais velhos. O diretor Giacomo Campeotto se preocupa em montar uma narrativa leve envolta por uma bela plástica e boas atuações para domar a atenção do seu público alvo. Meu Amigo Storm passa longe da originalidade dentro deste segmento, mas suas qualidades são suficientes para se tornar um bom filme.
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IEP! (Eep!, Holanda/Bélgica, 2010) de Ellen Smit
Uma menina-pássaro. A fantástica história destinada a estudar diferenças e o leque aberto a partir dessa idéia criada pela premiada roteirista Mieke de Jong não é bem aproveitada. Sobra para a diretora Ellen Smit abordar a insegurança dos pais em lidar com esta delicada situação e o instinto da pequena Birdie, que como outros pássaros, alça vôos para outras regiões durante o outono.
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O SEGREDO DE KELLS (Brendan and the Secret of Kells, Irlanda/França/Belgica, 2009) de Tomm Moore
Para as crianças, uma aventura fantástica. Para os adultos, uma metáfora espiritual com estrutura. Um filme recheado de elipses bem elaboradas e uma cartela de cores incrível, mas que se exalta nas reflexões sobre a vida. Uma pequena pérola.
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KARLA E JONAS (Karla Og Jonas, Dinamarca, 2010) de Charlotte Sachs Bostrup
Transferir conflitos comuns da pré-adolescência sem parecer piegas é bem difícil. Trata-se de uma época conturbada, onde sentimentos, descobertas e responsabilidades se confundem à imaturidade comum da idade. Charlotte Sachs Bostrup é bem sucedida em todas as possibilidades exploradas em Karla e Jonas. Mantém a leveza necessária para entreter seu público alvo e toca em assuntos bastante delicados.
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O SEGREDO DE ELEONOR (Kerity: La Maison Des Contes, França/Luxemburgo, 2009) de Dominique Monféry
O mais interessante de O Segredo de Eleonor é como Dominique Monféry junta todos os personagens de contos de fadas para fazer uma nova história. Todos os elementos de um conto infantil estão lá, na imagética e no roteiro. Envolvente e com uma mensagem bonita, o filme traz a mágica esquecida pelos novos filmes dedicados ao público infantil.
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O LINCE PERDIDO (El Lince Perdido, Espanha, 2009) de Raul Garcia
Raul Garcia ganhou reconhecimento ao animar filmes da Disney como O Rei Leão e Aladdin. Natural que seu debut como diretor de longas reverbere um pouco dessas histórias, mas é justamente neste ponto que as qualidades do filme terminam. O diretor acha espaço para tratar da proteção animal numa aventura que não se sustenta por utilizar um método saturado neste tempo de reinado da Pixar.
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EU E MEU GUARDA-CHUVA (Idem, Brasil, 2010) de Toni Vanzolini
Adaptado do livro homônimo de Branco Mello, o filme de Toni Vanzolini explora vertentes distintas do cinema direcionado ao público infantil. Características básicas das aventuras oitentistas americanas estão lá, o humor que remete aos filmes d’O Menino Maluquinho e o contemporâneo estudo de um espaço lúdico que instiga e vai muito além da ciência também. Ah, o seu papel principal é comprido com excelência, que é, claro, divertir.
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ANTES QUE O MUNDO ACABE (Idem, Brasil, 2010) de Ana Luiza Azevedo
Ana Luiza Azevedo transfere para Pedra Grande, interior do Rio Grande do Sul, a vida do protagonista Pedro que no livro homônimo de Marcelo Carneiro da Cunha está em Porto Alegre para ampliar o impacto do mundo lá de fora com o pacato mundinho do garoto. Com as descobertas da adolescência, estão os conflitos familiares, a traição de amigos e claro, os traumas. Como narrativa, o filme absorve muito bem este “panorama adolescente”, mas enfrenta problemas para equivaler os dois mundos e suas diferentes visões dentro da história.
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Marcas do Terror, de Takashi Miike



