15/03/16

Caros, 

Hora de encerrar. 

Foi bom. Não sei quanto tempo o blog ficará no ar por conta do servidor. Para quem gosta, aproveite para ler os arquivos. 

Vocês podem me achar no Cineplayers e no Multiplot. 

Atenciosamente,

Pedro Tavares

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Venda: Livros sobre cinema

16/09/15


Caso se interesse por algum, entre em contato: contato@cinemaorama.com

·         Goodbye Cinema, Hello Cinephilia: Film Culture in Transition (2010, Brochura) Idioma Inglês
Autor: Jonathan Rosenbaum – R$60 – Ótimo estado.

·         Maldito – A Vida e o Cinema de José Mojica Marins, o Zé do Caixão (1998, Brochura) - Item raro.
Autor: André Barcinski e Ivan Finotti - R$70 - Ótimo estado.

·         Manoel de Oliveira (2004, Capa Dura)
Org: Alvaro Machado - R$60 – Intacto

·         O Escolhido Foi Você (2012, Brochura)
Autor: Miranda July30R$ - Intacto.

·         Vida Minha (2014, Brochura)
Autor: Domingos Oliveira – 30R$ - Perfeito Estado.

·         Clint Eastwood – Nada Censurado (2012, Brochura)
Autor: Marc Eliot – R$ 35 – Intacto.

·         Hayao Miyazaki: Starting Point (2011, Capa Dura) Idioma Inglês
Autor: Hayao Miyazaki – R$ 80 – Intacto.

·         Spike Mike Slackers and Dykes (1996, Brochura) Idioma Inglês
Autor: John Pierson – R$70R$ - Item raro. Páginas amarelas devido ao tempo.

·         True Confessions of a Radical Filmmaker (2008, Brochura) Idioma Inglês
Autor: Alex Cox – R$100 – Item raro. Ótimo estado.

·         Sinais de Vida: Werner Herzog e o Cinema (2009, Brochura) Idioma PT Portugal.
Autor: Grazia Paganelli – R$70 – Intacto.

·         10.000 Ways to Die (2009, Brochura) Idioma Inglês
Autor: Alex Cox – R$100 – Intacto.

·         A Forma do Filme (2002, Brochura)
Autor: Sergei Eisenstein – R$50R$ - Possuí marcações – Item raro.

·         Clint Eastwood – Clássico e Implacável (2011, Brochura)
·         Org: Gisella Cardoso – R$80 – Perfeito estado. Item raro.

·         Alex Cox - Film Anarchist (2000, Brochura) Idioma Inglês
Autor: David Stevens – R$80 – Possuí manchas. Item raro.

·         Cinema Sem Fim (2007, Brochura)
Autor: Leon Cakoff – R$30

·         Jean-Luc Godard: Escrever com a Câmera (2010, Brochura)
Autor: Mário Coutinho – R$40 – Intacto.

·         My Time with Antonioni (2000, Brochura) Idioma Inglês
Autor: Wim Wenders – R$50 – Possui manchas devido ao tempo – Item raro.

·         Cronenberg on Cronenberg (1997, Brochura) Idioma Inglês
Autor: Chris Rodley e David Cronenberg – R$100 – Intacto. Item raro.

·         The Films in My Life (1994, Brochura) Idioma inglês
Autor: François Truffaut – R$50 – Ótimo estado. Item raro.

·         Nelson Pereira dos Santos – O Sonho Possível do Cinema Brasileiro (1986, Brochura)
Autor: Helena Salem – R$ 30 – Possuí manchas devido ao tempo. Item raro.

·         Alegorias do Subdesenvolvimento: Cinema Novo, Tropicalismo, Cinema Marginal (1993, Brochura)
Autor: Ismail Xavier – R$40 – Intacto.

·         Apichatpong Weerasethakul (2014, Brochura)
 R$40 – Intacto.

·         O Anticinema de Yasujiro Ozu (2003, Brochura)
Autor: Kiju Yoshida – R$60 – Intacto. Item raro.

·         Cinema de Garagem (2011, Brochura)
Org: Marcelo Ikeda, Dellani Lima – R$60 – Ótimo estado. Item raro.

·         Orson Welles: The Stories of His Life (2003, Brochura) Idioma inglês
Autor: Peter Conrad – R$50 – Intacto.

·         Wong Kar Wai: Auteur of Time (2005, Capa Especial) Idioma inglêsAutor: Stephen Teo – R$250 – Intacto – Item raríssimo.

·         Sem Plumas (1998, Brochura)
Autor: Woody Allen – R$50 – Intacto – Item raro.

·         Encontros com Luiz Rosemberg Filho (2015, Brochura)
Org: Renato Coelho – R$30 – Intacto

·         Encontros com Rogério Sganzerla (2009, Brochura)
Org: Roberta Canuto – R$30 – Intacto

·         Encontros com Ismail Xavier (2009, Brochura)
Org: Adilson Mendes – R$30 – Bom estado

·         Cinecasulofilia (2014, Brochura)
Autor: Marcelo Ikeda – R$25 – Intacto.

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Rua Secreta (Vivian Qu, 2013)

05/08/15




Em entrevista a Grazia Paganelli, então programadora do Museu de Cinema de Turim publicada em Sinais de Vida: Werner Herzog e o Cinema (Indie Lisboa 70, 2008), Werner Herzog comenta sobre a principal percepção de Fata Morgana (1971): "Para recordar". Tal afirmação partiu de uma sugestão de Grazia sobre o filme: o que os olhos vêem e o que imaginam são dois caminhos diferentes. Em casos de registro de um estado de espírito, seja ele de um local, grupo ou apenas um personagem, pouco influenciaria a cronologia ou a quantidade de arcos narrativos ou subterfúgios dados ao padrão de simbolismos quando se trata de uma experiência metafísica. Rua Secreta é um caso de estrutura que se toma consciência à medida que este espírito é revelado. Este espectro é apresentado de forma que a política é parte indivisível das coisas e que a corrupção estará na direção do olhar (a cidade como nossa extensão), mesmo que o objetivo de uma vida seja fugir desta entidade. 


Desta forma é feita a transposição das ruas da China para um microorganismo - uma torta espécie de gangue -  cujo valorização do que se vê está atrelado ao diálogo direto com gêneros cinematográficos. Rua Secreta é, em síntese, feito de associações, justificado pela transformação de um roteiro linear em híbrido hermenêutico ao habitual escape da própria vida quando a colocamos em risco, diariamente, sem percebermos. Para isso, o filme de Vivian Qu, adormece esta percepção com outro diálogo ligado à essência e que transpassa a rotina com desejos de intensidades diversas. Um paradoxo ligado às mutações cabíveis muito mais ao roteiro que às emoções do dia-a-dia, e por isso, Rua Secreta é um filme que sobrevive na superfície.


Há a simetria para que Rua Secreta seja um filme de gangsteres, um romance inflado e ainda que contido, um discurso social. Um jogo comum e batido sobre o que se vê e o que se entende, como afirmara Grazia Paganelli, quando boa parte do que é visto aqui é colocado às avessas a cada "mudança de gênero". Inevitável é à associação ao discurso social em função de um tipo de panorama apressado mas suficiente para a noção de quem e como governa o país. Tudo passará por um "crivo", este que sempre terá o poder e o dinheiro como balança. Um serviço a queda de mitos aos quais nossos olhos estão acostumados a ver a cada esquina. Este olhar, objetivo, afirma que pouco importa o local; trata-se de um diagnóstico geral e extremamente pessimista.


E demorará para a tênue linha de equilíbrio narrativo ser transformada em decoração. O que em algum momento foi narrativa é logo transmutado para uma espécie de montes complementares, ou, como é dito e cabível a este, uma teia, um quebra-cabeça, quando todos seus elementos são exibidos. O fim do mistério do tal espírito, por fim, leva ao que mais importante Rua Secreta guarda: o diálogo com que há na tradição do cinema chinês contemporâneo (Jia Zhang-Ke, Wong Kar-Wai e Hou Hsiao-Hsien, em especial). É o fim da zona de conforto e da mudança em função da mobilidade que interessou a Vivian Qu. 


O filme, por fim, está debruçado em um tipo de controle da História, de um sintoma geral (o desespero) aplicado às convenções, dadas as proporções, aos cineastas citados. Se vive na inospitalidade de Em Busca da Vida, se deseja como 2046 e sonha como Café Lumière. Porém, não há espaço para discutir a memória em Rua Secreta. Há, no máximo, o instinto de sobrevivência, quando, enfim, o que está diante de nossos olhos, diariamente, é transformada em ameaça - nem constatação ou imaginação. O passado, está incrustado nas interferências e desconfortos de uma cidade (nunca identificada) que reverbera todas as ruas do mundo, que necessitam de uma reação - antes mesmo de enxergarmos ou respirarmos estas ruas.

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Vulgar What?

17/07/15

Tropas Estelares (Paul Verhoeven, 1997)
Infelizmente só descobri recentemente esse Tumblr dedicado ao chamado Vulgar Auteurism. Ele existe desde junho de 2012 com a função de catalogar stills de filmes inseridos na abrangente lista de diretores/filmes que em comum têm apenas o fácil acesso ao público - casos de John Carpenter, Brian De Palma, John Woo, Walter Hill e Rob Zombie a se discutir - e a justificativa de fazer cinema de gênero. Muito se debate sobre a força das imagens estáticas e sua função perceptiva em comparação ao conjunto como forma de celebração às obras de tantos cineastas - destaco a comparação entre Falstaff - O Toque da Meia Noite de Orson Welles e Mortal Kombat de Paul W.S Anderson - e pouco se nota os parâmetros para inclusão de diretores com obras tão distintas como Abel Ferrara e M.Night Shyamalan, por exemplo. Este termo tampouco trata de um panorama do cinema comercial contemporâneo, pois em listas espalhadas pela internet nomes como Samuel Fuller e Michael Cimino aparecem com "autores vulgares" ao lado de Clint Eastwood, Paul Verhoeven, Farrelly Brothers e John Hyams. Talvez este seja o primeiro termo (movimento?) cinematográfico "batizado" pela internet, sem qualquer margem; não há  limites de data, estética ou filosofia, ainda que se discuta que tudo começou com a adoração dos críticos/realizadores da Cahiers du Cinéma pelos autores ("não vulgares") americanos. Em rápida checagem da página é notório que nesta lista existem diretores com preocupações distintas em relação à imagem (referências, o diálogo com a tecnologia, encenação/reencenação, plástica) e enfim, um ponto para dar o nó: todos eles se apoiam em discursos artísticos coesos com usos díspares de seus dispositivos, independente do conceito de marketing que os entregou ao público. E se pensarmos que, aos meandros de definição, poucos movimentos cinematográficos foram batizados por quem fazia os filmes e sim por críticos e pesquisadores os definindo por margens e similaridades - data, abordagem, discurso... O Vulgar Auterism é sim, uma ótima ferramenta de marketing para cinefilia ainda que a questão para onde os olhos miram realmente cabe a cada quadro, inclusive deste Tumblr. Discutir a qualidade de cada um destes filmes e diretores seria trabalho demais. Vale a visita ao site.

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