
2012 (Idem, EUA, 2009) de Roland Emmerich
Roland Emmerich gosta mesmo de destruir o mundo. Envolto de clichês e uma pieguice sem fim, o diretor chega a apontar uma possível teoria de conspiração do governo americano no meio de terremotos e maremotos e até consegue entreter aos trancos e barrancos, mas não se arrisca o bastante para tirar o clichê master de filmes deste gênero que é a pose heróica dos norte-americanos.
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CARO SR. HORTEN (O’Horten, Noruega/Alemanha/França, 2007) de Bent Hamer
Uma reflexão sobre o tempo e conseqüentemente, a morte. A trama é distante e introspectiva o suficiente para deixar a narrativa frouxa e afastada de seus personagens, mesmo com uma bela plástica. Talvez tenha sido a intenção do diretor Bent Hammer para acentuar esse sentimento de vazio, mas para o espectador, cria-se um intenso embate contra o tédio.
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SEMPRE AO SEU LADO (Hachiko: A Dog Story, EUA, 2009) de Lasse Hallstrom
Nada como juntar o galã Richard Gere e um expressivo cãozinho para arrancar lágrimas em uma trama centrada na lealdade que não necessita de palavras para ser selada e vai muito além da morte. Sempre Ao Seu Lado apela para o envolvimento total de sentimentos entre protagonista e espectador, com ajuda de todos os elementos disponíveis nas mãos de Lasse Hallstrom. E funciona muito bem.
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JULIE & JULIA (Idem, EUA, 2009) de Nora Ephron
A adaptação dos livros escritos por Julie Powell e Julia Child nada mais é que um conto sobre como moldar uma paixão através do tempo, usando as duas protagonistas como colunas narrativas. Fiel aos detalhes, o filme de Nora Ephron é construído com os dois pés fincados em clichês de um formato que impossibilita tirar algo a mais de uma boa história e da vantagem de ter a grande Meryl Streep no elenco.
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COCO ANTES DE CHANEL (Coco Avant Chanel, França, 2009) de Anne Fontaine
Toda importância e ousadia de Coco Chanel para o mundo da moda é esquecida para acompanharmos um piegas conto de amor, sem novidades construtivas ou um subtexto que realce o espírito revolucionário da estilista. Anne Fontaine entrega uma história mastigada que em poucos momentos lembra quem Coco realmente foi para o estilismo para se tornar um romance de segunda.
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GOODBYE SOLO (Idem, EUA, 2008) de Ramin Bahrani
Uma trama sobre se abrir para novas possibilidades e recomeçar a vida mesmo com a pulsante auto-rejeição. É um tema batido no cinema e que necessita de bons macetes para não cair na obviedade. Goodbye Solo tem o contratempo de não se prender em nenhum ponto que sustente o ritmo do filme e eleve tal sensação.
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Outros lançamentos do mês de março: Embarque Imediato, Lua Nova, Apenas o Fim, À Procura de Eric, O Solista, O Caçador, Atividade Paranormal, Gigante




















